Escrever é para mim um acto solitário. Escolher ou imaginar um tema, estruturá-lo mentalmente e, por fim, transformá-lo numa sequência lógica de letras, palavras e frases, exige quase sempre uma concentração, um divórcio momentâneo da pequena realidade que me envolve. Tenho inveja de quem consegue escrever em perfeita comunhão com tudo o que o rodeia, numa festividade de ideias que tocam e acabam tambem por envolver o leitor.<-> Objectivos, Planos de Acção, Agenda, Rotinas, Pensamentos, Tudo o que eu preciso para mudar a minha vida. <-> Objectives, Action plans, Agenda, Routines, Thoughts for Food, All I need to change my life <-> Obiettivi, Piani di azione, Agenda, Rotine, Pensieri, Tutto quanto ho bisogno per cambiare la mia vita.
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segunda-feira, 26 de março de 2012
Antonio Tabucchi
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Escrever é para mim um acto solitário. Escolher ou imaginar um tema, estruturá-lo mentalmente e, por fim, transformá-lo numa sequência lógica de letras, palavras e frases, exige quase sempre uma concentração, um divórcio momentâneo da pequena realidade que me envolve. Tenho inveja de quem consegue escrever em perfeita comunhão com tudo o que o rodeia, numa festividade de ideias que tocam e acabam tambem por envolver o leitor.sábado, 17 de março de 2012
Os curadores de doenças
Fomos visitar a Giulia ao hospital Villa delle Querce, em Nemi. Foi transferida ontem para a unidade de recuperação motora. Aqui deverá fazer fisioterapia para voltar a caminhar. Dizem que é um centro de excelência. Dizem... mas referem-se apenas à capacidade técnica dos médicos. Infelizmente é mais um daqueles hospitais onde reina a desumanidade dos curadores de doenças.
quinta-feira, 15 de março de 2012
A democracia é empenhativa...
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Ufa, isto de gerir um blog dá muito mais trabalho do que se imagina. Há um mundo de informação e de ferramentas disponíveis para quem quer fazer qualquer coisa menos amadora. Mas é preciso estudar com afinco para aceder a esse mundo, dedicar horas e horas, investigar, procurar alguém com quem trocar impressões, testar diferentes modelos de layouts, gestão de conteúdos e edição. A blogosfera democratiza o acesso ao mundo da comunicação virtual mas, tal como a liberdade, vem com um acréscimo não indiferente de responsabilidade e empenho.
sábado, 3 de março de 2012
Madagáscar no feminino
A Gialuma é uma associação sem fins lucrativos fundada por um casal de médicos que se dedica a dar assistência médica gratuita e a melhorar as condições sanitárias e educativas de uma parte muito desfavorida da população de Madagáscar - famílias monoparentais, tipicamente a mãe com uma média de 6 filhos para sustentar. Vale a pensa conhecer um pouco mais sobre o trabalho desta associação, aconselho vivamente uma visita ao website da Gialuma.
A Adelaide adorou o vídeo (contava a história de tantas meninas como ela) e a exposição com aromas exóticos e artesanato de lindíssimo. Odores que enquadram os ambientes de sonho dos turistas mas que escondem situações de miséria (quase) sem esperança. E o quase depende do trabalho das associações como esta que trabalham para tirar as crianças da rua, e quem sabe prolongar a sua infância por mais um par de anos.
saí desta experiência com vontade de olhar mais criticamente o meu estilo de vida. Como dizia a Luana (uma das médicas fundadoras da Gialuma), a nossa falta de trabalho preocupa-nos, mas é diferente da deles, que tem consequência imediata para a sobrevivência física; A fome deles é muito diferente do nosso apetite; As nossas estruturas de saúde imperfeitas dão-nos mais 20 anos de longevidade.
Abreijos
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Reflexões (II)
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Num canto perdido do DN de ontem li uma notícia meio escondida, envergonhada, que garantia que o ministro da justiça do recem-eleito governo do país nosso vizinho se prepara para revogar a lei de 2010 que permite às espanholas abortar por livre iniciativa até à 14ª semana de gestação. A Espanha regressa assim à anterior lei de 1985. Mais: o dito ministro afirmou-se satisfeito, pois “é a decisão mais progressista que tomei até hoje”.
Nada disto tem a ver connosco, portugueses? Tem!
Tem porque nas costas dos outros vemos as nossas.
Tem porque é um exemplo paradigmático do que assistimos constantemente noutros países, designadamente europeus. Os governos ditos de esquerda vivem há muitos anos de derrotas e de intervalos entre derrotas. Com a direita no poder as medidas políticas características da sua ideologia são rapida e coerentemente implementadas: privatizações, defesa intransigente das grandes empresas, um liberalismo de mercado cada vez mais acirrado, condescendência para com um lobismo descaradamente dominador. A esquerda no poder tenta gerir o centro que lhe dá votos, sem reverter nada do que a direita fez.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Reflexões
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Quem põe um povo perante um dilema entre a ajuda financeira e a dignidade nacional, ignora as lições históricas fundamentais – disse, diplomaticamente, o ministro das finanças do governo grego, a propósito da “sugestão” avançada por essa nefanda bola de berlim que dá pelo nome de Merkle, da nomeação de um comissário europeu para “orientar”, mas com poderes de vetar, as decisões políticas do governo grego. Isto é, a nomeação de um ministro plenipotenciário para, em nome da Europa (leia-se Alemanha) governar uma Grécia colonizada.
A Mãe, menos diplomática, com os olhos a chispar, evidenciou de imediato a sua reacção se algo de semelhante algum dia fosse proposto ao nosso país: “Nem que comesse relva !! Nem que comesse relva !!”
Quero crer que sim! Acho mesmo que já vamos sentindo “uma raiva a crescer-nos nos dentes”.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Hábito implementado: Guardanapos de pano
Não é o que eu tinha inicialmente planeado, mas acabou por acontecer assim. O meu hábito de Janeiro para melhorar o Mundo foi voltar a usar guardanapos de pano.
Por princípio não gosto de usar coisas descartáveis (usa e getta, como se diz em italiano). Parece-me um grande desperdício deitar fora qualquer coisa que se pode reutilizar. E parece-me também uma grande falta de respeito para com a Natureza comprar qualquer coisa para deitar fora. Não tenho solução para o papel higiénico (nem me apetece pensar no assunto....), sou muito relutante relativamente aos lenços de papel (os de pano dão-me percepção de falta de higiene) e o papel de cozinha é muito prático. Os guardanapos de papel, pelo contrário, sempre me pareceram um grande desperdício quando comparados com os de pano. Não tanto pelo volume de lixo que fazem (degradam-se em dois ou três meses) mas porque não vejo grande vantagem na sua utilização. Para quê sacrificar árvores e gastar dinheiro em guardanapos descartáveis quando os de pano são mais elegantes e eficientes?
Dirão os cépticos que os guardanapos de pano também poluem, que se gastam tantos recursos naturais na produção do algodão ou do linho, que se deve ter em conta o que se gasta em água e detergente para lavar. Bom, não pretendo papaguear os números dos economistas ambientais que compararam os custos ambientais dos guardanapos de papel e dos guardanapos de pano, até porque se tratam apenas de estimativas com grandes margens de erro e baseados em pressupostos não necessariamente verdadeiros. Mas visto que eu uso guardanapos herdados de outras gerações (avó Ivone e tia Laura) a amortização dos custos de produção já foi há muito saldada. E como lavo os guardanapos só uma vez por semana (parece-me razoável), a máquina de lavar está sempre cheia e lavo a temperatura baixa, o custo ambiental relativo à reutilização dos guardanapos de pano é com certeza menor que o dos guardanapos de papel. Resta a questão do quanto é prático. Bom, creio de dependa de cada um. Repito, no que me diz respeito não vejo grande utilidade nos guardanapos de papel.
Dizem os especialistas que o custo ambiental do uso de guardanapos de papel nos restaurantes é menor que os de pano (porque nos restaurantes se lavam após uma utilização). Talvez. Mas nesse caso por favor evitem abater árvores para isso... usem guardanapos de papel reciclado! Eu tenho sempre em casa um pacote de guardanapos de papel reciclado (para as eventualidades). E compro papel higiénico, lenços de papel e papel de cozinha da mesma marca.
Beijocas!
Por princípio não gosto de usar coisas descartáveis (usa e getta, como se diz em italiano). Parece-me um grande desperdício deitar fora qualquer coisa que se pode reutilizar. E parece-me também uma grande falta de respeito para com a Natureza comprar qualquer coisa para deitar fora. Não tenho solução para o papel higiénico (nem me apetece pensar no assunto....), sou muito relutante relativamente aos lenços de papel (os de pano dão-me percepção de falta de higiene) e o papel de cozinha é muito prático. Os guardanapos de papel, pelo contrário, sempre me pareceram um grande desperdício quando comparados com os de pano. Não tanto pelo volume de lixo que fazem (degradam-se em dois ou três meses) mas porque não vejo grande vantagem na sua utilização. Para quê sacrificar árvores e gastar dinheiro em guardanapos descartáveis quando os de pano são mais elegantes e eficientes?
Dirão os cépticos que os guardanapos de pano também poluem, que se gastam tantos recursos naturais na produção do algodão ou do linho, que se deve ter em conta o que se gasta em água e detergente para lavar. Bom, não pretendo papaguear os números dos economistas ambientais que compararam os custos ambientais dos guardanapos de papel e dos guardanapos de pano, até porque se tratam apenas de estimativas com grandes margens de erro e baseados em pressupostos não necessariamente verdadeiros. Mas visto que eu uso guardanapos herdados de outras gerações (avó Ivone e tia Laura) a amortização dos custos de produção já foi há muito saldada. E como lavo os guardanapos só uma vez por semana (parece-me razoável), a máquina de lavar está sempre cheia e lavo a temperatura baixa, o custo ambiental relativo à reutilização dos guardanapos de pano é com certeza menor que o dos guardanapos de papel. Resta a questão do quanto é prático. Bom, creio de dependa de cada um. Repito, no que me diz respeito não vejo grande utilidade nos guardanapos de papel.
Dizem os especialistas que o custo ambiental do uso de guardanapos de papel nos restaurantes é menor que os de pano (porque nos restaurantes se lavam após uma utilização). Talvez. Mas nesse caso por favor evitem abater árvores para isso... usem guardanapos de papel reciclado! Eu tenho sempre em casa um pacote de guardanapos de papel reciclado (para as eventualidades). E compro papel higiénico, lenços de papel e papel de cozinha da mesma marca.
Beijocas!
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Difícil é ser original
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Que estranho sentir o Pai dizer que tem dificuldade em escrever... Lá em casa sempre gozou da fama de ser ele o talentoso da família. Se é difícil para ele, imagine-se para o resto dos comuns mortais como eu...
Será porque não me preocupa grandemente escrever de maneira brilhante, mas para mim o difícil não é escrever. Difícil é ser original. Escrever algo que não seja a repetição de uma opinião de outrem, um espelho de uma ideia mais do que debatida ou a colagem de uma história bem sucedida.
Por exemplo, tenho tantas histórias na minha imaginação. Histórias que começaram se calhar inspiradas por livros, filmes ou sonhos - já nem me lembro quais, quando ou como. E depois evoluíram, cresceram comigo, fugiram-me de mão e agora praticamente caminham sozinhas, sabe-se lá em que estradas tortuosas dos Mundos da imaginação. Mas no fundo tenho sempre medo que uma mente mais perspicaz consiga identificar as sementes inspiradoras e me acuse de plágio, e esse medo impede-me de tentar escrevê-las.
Compenso a falta de originalidade planeando com antecedência o tema sobre o que devo escrever - sim, a Rainha dos plannings já sabe o que vai escrever para as próximas duas semanas! Assim dou-me tempo para ter tempo de maturar uma opinião. Não quer dizer que caso uma boa ideia me surja eu não saia do plano para lhe dar espaço, mas pelo menos não sou apanhada desprevenida sem ter uma ideia própria.
Boa noite!!
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
O que faço quando destilo fel?
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Hoje também eu destilo fel. Para tanta gente zangar-se é um escape, uma espécie de terapia. A mim em vez faz-me mal, desespera-me. Odeio ver tudo negativo, odeio quando o copo parece sempre meio vazio. Podendo decidir, escolho a felicidade. Escolho ser feliz, sentir-me bem comigo e com o mundo. Fácil falar... difícil de seguir, principalmente quando uma parte importante da nossa vida não bate certo e o estado do mundo não ajuda. O que fazer então, esperar que a vida dê mais uma volta para poder ser feliz? Não - decidi há muito tempo que a vida é aqui e agora, porquê esperar para ser feliz? Até porque quando se espera, espera-se sem garantias, como alguém disse "a vida, feliz ou infelizmente, é caminho para o qual não há mapa nem bússola".
O que faço então nos dias em que destilo fel, nos dias em que "os pontapés do Destino, os dos semelhantes, e os trambolhões" me fazem desesperar ao ponto de ver tudo negativo, triste, feio e sem esperança? Concentro-me no particular. Se a visão do global é ofuscada pela tristeza, pela depressão, pelo desespero, pelo medo, insegurança, paranóias ou por qualquer outra das "vozinhas" que teimam em bloquear-nos, concentro-me a olhar para os pequenos particulares que me satisfazem. Como ouvir uma música, dançar, (re)ver um filme, ver o por do sol, fazer qualquer coisa pela Natureza, fazer terapia do pelo, fazer um bolo, passear, fazer uma tisana, apreciar um chá, cheirar uma flor, aproveitar os 10 minutos de Sol que despontaram para termoregular com o resto das lagartixas. E se mesmo assim a tempestade de pensamentos negativos não abranda? A derradeira estratégia é teletransportar a minha mente para um mundo diferente, um mundo imaginário criado por mim, onde eu nem sequer existo. Invento histórias, personagens, heróis, amores, guerras.
Justamente dirão: e em que é que isso resolve os problemas da vida real? Não resolve, obviamente. Mas permite-me sobreviver feliz enquanto as voltas da vida continuam a judiar dos meus planos impecáveis.
Abreijos
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Sexta-feira, reflexos pavlóvicos e terapias-placebo
Hoje quero dedicar dois minutos a quem inventou as Sextas-feiras: merece um prémio Nobel, logo a seguir a quem inventou a máquina de lavar roupa e a máquina de lavar loiça! Longe vãos os tempos em que me levantava ligeirinha e satisfeita aos Sábados com vontade de acabar trabalho deixado a meio, quase tão longe como os tempos em que me levantava ligeirinha e satisfeita Segunda-feira e ia para o trabalho a cantarolar. Pois é, eu já não sou aquela pessoa. Hoje de manhã quando me levantei pensei que o melhor do meu dia -aliás, o melhor da minha semana - era o facto de ser Sexta-feira. Não tenho grandes perspectivas ou descansos planeados para o fim-de-semana - amanhã e depois a Cláudia está de visita - mas não sei porquê não consigo evitar sentir-me feliz com o "efeito Sexta-feira". Acho que se transformou num reflexo Pavlóvico que funciona como uma terapia placebo. Eu sei que Sábado não será um dia extraordinário, que provavelmente me vingarei em bolachas e doces que anularão as boas intenções acumuladas ao longo da semana, que vou chegar a metade do fim-de-semana com uma dor de cabeça terrível (e se eu me inventasse uma otite e metesse tampões nos ouvidos?) e que vou chegar a Domingo de rastos... Mas mesmo assim estou feliz porque é Sexta-feira!
Boa Sexta-feira a todos!!
| É Sexta-feira!!!! |
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Escrever a quatro mãos
"First we make our habits, then our habits make us"Tenho sido preguiçosa esta semana, hoje é a primeira vez que escrevo sobre os meus pensamentos e os meus progressos. E hoje fico-me pelos progressos, porque os pensamentos são tantos que nem saberia por onde começar.
| Vontade de Primavera... e ainda é Janeiro |
- Escrever diariamente neste Blog: é um instrumento de análise e de metodologia. Ideal para exorcizar as "vozinhas negativas" que teimam em desmotivar-me sobre tudo o que quero e que faço. Para ultrapassar os ataques de preguicite aguda vou fazer um planning temático de publicações. E para além disso é uma óptima maneira de partilhar com quem me é caro o meu dia-a-dia e de sentir-me de coração menos dividido. E a partir de hoje escrever-se-à a 4 mãos neste blog: PAI é agora um autor!
- Saúde e bem estar: comecei segunda-feira uma dieta mais ligeira, muito simples: substituir uma refeição por uma bela salada! (Patrícia, estás a ler?) Até agora estou a manter-me fiel ao hábito. E para além disso fiz um planning do menú para o mês inteiro. Será com certeza mais saudável, reduzi drasticamente o número que refeições semanais à base ovo e de mozzarella...
- Para melhorar a minha capacidade organizativa caseira (sim, eu sei, é um caminho MUITO longo, mas o objectivo é começar devagarinho ;-) ) decidi concentrar-me em manter a bancada da cozinha limpa e arrumada diariamente. 2 minutos diários a juntar a tantas outras coisas mas que me dão a satisfação de resultado imediato.
- Melhorar o Mundo à minha volta: obter um planning de trabalhos manuais de Arte Em Lixo que seja realista e pragmático. Estabelecer um objectivo pouco ambicioso (por exemplo fazer um projecto por mês) e escolher materiais que não ocupem espaço e sejam fáceis de trabalhar: por exemplo papel. Enfim, fazer o planning.
- Trabalho. Ufa... tenho que pensar melhor neste assunto. Dedicar-lhe-ei um post inteiro ;
E por aí, alguém tem algum hábito novo que queira partilhar? Beijocas e boa noite!!
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
As Pedras Basilares de 2012 – The Big Rocks of 2012 – I Grandi Obietivvi di 2012
“You must have long-range goals to keep you from being frustrated by short-range failures.”
A
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minha maior dificuldade em estabelecer objectivos sempre foi limitar o número. Faço listas perfeitas e longas de tudo o que gostaria de terminar e de mudar. E depois fica sempre mais de metade por atingir… Alguma coisa aprendi nos infindáveis cursos de produtividade corporativos: As grandes pedras basilares – aquelas que têm uma ligação imediata com os nossos princípios e valores – não podem ser mais do que cinco. Com muitos sentimentos de culpa deixei outras tantas de fora. Mas se quero fazer isto a sério sei que preciso de investir tempo de qualidade nas áreas de intervenção mais importantes:
- (1) As relações interpessoais: representam o meu equilíbrio – para ser feliz eu preciso de sentir que as pessoas que me são caras são felizes, ou pelo menos mais felizes porque eu existo. É condição sinequanon, e ocupam a maior parte das minhas pedras basilares de 2012. Em 2012 quero ser melhor mãe, melhor companheira, melhor filha, irmã, amiga
- (2) O trabalho: ao longo de tantos anos para mim o trabalho ocupou uma parte muito grande da minha vida. Ainda ocupa, claro, afinal eu trabalho no mínimo 8 horas por dia – 1/3 da minha vida! Mas mudou a relação que tinha com os meus princípios e valores. Sempre quis trabalhar em algo que ajudasse a melhorar Mundo, que me apaixonasse, que me fizesse sonhar. Que belo ter como profissão “Ajudante da Natureza” ou algo semelhante J! Mas depois de tanta estrada chego à conclusão que o mais importante do trabalho para mim hoje é “ser independente”. Foi para isso que emigrei. E é para garantir este meu grande valor que preciso de lutar
- (3) Saúde e bem-estar: estar bem como meu corpo, fisicamente e psicologicamente.
- (4) Transformar a casa no meu refúgio zen – e aqui sub-entram objectivos de organização, e blá blá bla
- (5) Melhorar o mundo à minha volta. Saiu dos meus objectivos de trabalho, mas não do meu ideal de felicidade. Preciso de sentir que estou a contribuir para fazer o Mundo um bocadinho melhor. Sim, eu sei que preciso de definir melhor o contexto, ocupar-me-ei disso mais tarde!!
E vocês, fizeram resoluções para 2012? Querem partilhar?
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